Category Archives: Textos

Yuri!!! on Ice – Do abismo ao estrelato (Sem Spoilers)

Primeiramente, prazer, eu me chamo Alyson Silva, ou Jiraiya, se preferir, e eu fui convidado pelo Pedro Vinicius a trazer essa resenha pra vocês.

Segundamente e rapidamente, algumas coisas que vocês precisam saber sobre mim. Eu tenho o meu próprio esquema de como escrever as minhas resenhas. Eu tento evitar spoilers ao máximo, inclusive detalhes que normalmente nem se consideraria spoilers, e isso se dá porque eu gosto que toda pessoa possa ler as minhas resenhas e ir assistir o anime sem qualquer fatos de dentro dele, exceto em relação aos aspectos técnicos da obra, que, normalmente, os que eu abordo são a ideia ou premissa ou concepção da obra, o enredo, a história, o roteiro, os personagens, a trilha sonora e a animação, tudo isso sem dar qualquer tipo de spoiler, já que eu aprecio que a pessoa tenha a experiência mais pura possível com a obra. Por último, eu também tenho uma escala de avaliação própria, que varia de Pior Impossível até Obra-prima e digo no final se eu recomendo ou não a obra, mas isso eu vou deixar pra falar em detalhes no finalzinho dessa resenha. Sem mais conversa, vamos ao que interessa.

Yuri Katsuki aos prantos, ep 01. Fonte: Crunchyroll.

Yuri!!! on Ice é um anime sobre evolução psicológica, sobre esforço e sobre tornar-se uma pessoa decidida, tendo como tema a patinação no gelo. Essa é a concepção básica da obra. No início da temporada, eu não peguei Yuri!!! on Ice para assistir, pois o trailer, a sinopse e o cartaz me deram a impressão de que o anime seria focado demais no gênero yaoi e no fanservice, pensei que seria o novo Free!, ao passo que eu procurava animes que visivelmente seriam mais comprometidos com qualidade técnica. Foi então que o anime atingiu o episódio 07, mais ou menos, e eu tive conhecimento de que o anime não estava focando no yoai e no fanservice. Show de bola, gostei muito de saber disso. Realmente tem fanservice, mas isso fica em segundo plano em relação ao desenvolvimento do anime. E o yaoi não é exatamente mostrado da maneira escandalosa como normalmente conhecemos; ao invés disso, o relacionamento se desenvolve de maneira mais natural do que o estereótipo em yaois (não que eu seja exatamente um perito em yaois XP). Enfim, o anime tinha uma ideia interessante, que era a patinação no gelo, mas eu tinha receio de a história ser um amontoado de fanservice yaoi e descobri na prática que o foco do anime não era esse e sim um foco bem mais interessante.

Victor Nikiforov em apresentação, ep 01. Fonte: Crunchyroll.

Sobre o enredo, eu devo dizer que ele foi bem executado em grande parte. Teve uma sequência de acontecimentos muito bem-criada pelo diretor. Maaas teve 2 erros graves. O primeiro erro é sobre os episódios 02 e 10. Estes foram enormes quebras de expectativas, na minha visão, pois o episódio 01 foi sublime, foi brilhante, foi encantador, com o anime mostrando realmente a que veio, isto é, animação extremamente fluída, músicas muito bonitas e foco no esporte, e de repente vem o episódio 02 recheado de fanservice yaoi e cenas de alívio cômico. Na boa, o alívio de cômico de Yuri!!! on Ice é simplesmente horrível, nada no anime me faz rir. Do episódio 03 ao 09, o anime tem uma evolução surpreendente, até chegar o episódio 10, que teve momentos muito importantes e úteis para a história, mas foi um desastre no sentido quebrar as expectativas que o anime criou até então com a evolução psicológica e no esporte do protagonista. Deveriam ter utilizado aqueles fatos do episódio de outra forma ou em episódios anteriores. O 2º erro grave do enredo tem a ver com o clímax. O episódio 10 foi uma quebra tão grande no ritmo frenético de evolução que o anime vinha imprimindo, que acabou abaixando a energia que o anime passava, em vez de simplesmente continuarem no ritmo, possibilitando, assim, um clímax mais épico e um final arrebatador. E ainda cometeram o erro de colocar o clímax no episódio 11 e não no 12, pois o episódio 11 voltou com tudo depois da parada no 10 e o episódio 12, apeser de ter sido um bonito “final”, foi um episódio não exatamente de fim e sim de deixar meio aberto para uma 2ª temporada. Deu pra entender o que eu quis dizer com erro na construção até o clímax, com o próprio clímax e com o “final”? Eu realmente espero ter sido claro.

Victor Nikiforov em um onsen, ep 01. Fonte: Crunchyroll.

Agora um pouquinho sobre a história do anime. Mas antes, só para lembrar, eu não vou dar spoiler algum, portanto pode continuar a leitura. Aqui eu serei bastante breve. A história do anime apresenta o protagonista Yuri Katsuki e toda a sua evolução para tornar-se em alguém com uma personalidade mais forte e mais resoluta. Isso ocorre em meio aos treinamentos e campeonatos de patinação no gelo, onde nós leigos aprendemos a beleza do esporte e as dificuldades para se chegar no topo do mundo no esporte, já que é preciso muita originalidade nas composições das danças, muita destreza e preparo para os saltos no gelo, muuuito esforço físico e muita maturidade. Em meio a isso, há também um desenvolvimento consistente no romance do protagonista, mas não de forma escandalosa e sim de maneira mais natural e sutil e sempre envolvendo o esporte.

Amiga de infância do Yuri Katsuki, Yuuko Nishigori, ep 01. Fonte: Crunchyroll.

O roteiro do anime não teve nada de especial, mas foi bem escrito, foi competente. Todas as falas ficaram coerentes e coesas umas com as outras e com as situações.

Yuri Plisetsky confrontando Yuri Katsuki , ep 01. Fonte: Crunchyroll.

O anime tem personagens muito bons no geral. A maioria deles tem um bom nível de carisma e até mesmo quem não tinha, em um primeiro momento, passa a ter carisma depois que a gente vê que ele também é um jovem como qualquer outro, com inexperiência e fraquezas, ou, em outros casos, extremamente maduros e originais. A inter-relação deles é, no mínimo, benfeita e é fácil ver como todos eles tem personalidades bastante diferentes, coisa que reflete nitidamente nas suas danças no gelo, no caso dos personagens patinadores. Existem também alguns personagens que são mais de alívio cômico para quebrar o gelo de certas situações. Somente estes mesmo que eu não gostei muito, já que eu pessoalmente não vi graça no alívio cômico de Yuri!!! on Ice. Ah, antes que eu esqueça, eu tenho que dizer que teve personagem que eu penso que deveria ter sido apresentado mais cedo, para que não ficasse um pouquinho forçado como ficou o seu aparecimento lá na frente no anime.

Victor Nikiforov na abertura do anime, ep 01. Fonte: Crunchyroll.

Cara, a trilha sonora desse anime é sen-sa-ci-o-nal! Os compositores das músicas de Yuri!!! on Ice capricharam na qualidade. A abertura é muito linda musicalmente e com uma letra bem bonita; tem uma mistura de instrumentos clássicos e sonoridade pop, juntamente de vocais pops, que mesclaram muito bem e representou perfeitamente a diversidade musical na patinação no gelo. O encerramento é menos memorável, mas também é muito bom, musicalmente, e com um tom mais pop do que a abertura. A trilha sonora interna teve seus efeitos sonoros bem colocados e também teve composições muito boas, já que alguns patinadores utilizaram músicas clássicas ou outras músicas existentes em suas danças, mas também houve personagens que utilizaram composições musicais originais nas suas danças. Pessoalmente, eu gostei mais das músicas clássicas devido a preferência pessoal, mas as originais foram realmente muito boas e bem encaixadas com as ideias ou sentimentos que as danças deveriam passar. Aliás, eu devo dizer que também fizeram um trabalho maravilhoso na dublagem; assim como as personalidades dos personagens refletiram perfeitamente em suas danças, a dublagem refletiu eximiamente bem a personalidade de cada um.

Professora Minako assistindo a uma dança do Victor Nikiforov, ep 01. Fonte: Crunchyroll.

Finalmente, sobre a animação, o episódio 01 foi o melhor de todos nesse aspecto. Foi o melhor desenhado na obra e que teve mais fluidez e mais efeitos, principalmente nas danças, o que as deixou realmente de brilhar os olhos. Depois disso, a animação desce o patamar e fica meio que mantendo o nível, dando apenas lampejos de grande animação em certos momentos de dança no gelo ou de treinamento. Eu tenho certeza que muitos esperavam um episódio final pelo menos no nível do episódio 01 em animação, mas, inesperadamente, não foi isso o que aconteceu. A animação ficou boa, mas não de encher os olhos como no episódio 01. A animação da abertura e do encerramento ficaram um show à parte idem.

E agora vamos ao meu veredito. Como eu disse no início, eu tenho a minha própria escala de avaliação (que é qualitativa), mas eu fiz a equivalência com a escala de 0 a 10:

Obra-prima ______10
Excelente ________ 9
Muito Bom ______ 8
Bom _____________ 7
Decente _________ 6
Mediano ________ 5
Insatisfatório ___ 4
Fraco ____________ 3
Ruim _____________ 2
Terrível __________ 1
Pior Impossível __ 0

Para Yuri!!! on Ice eu dou nota Muito Bom = 8/10. E eu recomendo que muitos de vocês que não assistiram por causa do yaoi ou fanservice assistam. No geral, é uma obra muito bem elaborada e bem executada e é um dos melhores animes do ano quanto à qualidade técnica.

E vocês que assistiram, o que acharam do anime?

AniBahia ou só mais um evento?

     Antes de começarmos oficialmente com o texto queria deixar claro que se você acompanhou meus dois textos anteriores e gostou, infelizmente esse não será de uma escrita semelhante. Isso por que esse texto não será sobre um assunto especifico e sim sobre a cobertura de um evento. Por eventualidades do destino não consegui gravar ele em vídeo e para tentar suprir essa falta estou aqui hoje para escrever um texto do que achei do mesmo, como é de praxe da minha personalidade não posso deixar de comentar o assunto de uma forma um pouco mais profunda.

     Anibahia é um evento de cultura Otaku que voltou pra Salvador depois de 5 anos em hiato e para voltar com chave de ouro resolveu fazer o evento onde tudo começou: Faculdade Unijorge da paralela. Prometendo e investindo em grandes atrações como Inoue, Tauz, Random Sentai e outros, tendo como intenção se tornar novamente o maior evento de cultura oriental da Bahia, algo como o Anime Friends é pra São Paulo. Mas a questão é se os organizadores conseguiram um grande retorno.

cats

     Talvez o maior problema atualmente não seja conseguir chegar ao topo dos melhores eventos de Otaku mas sim trazer as atrações mais chamativas. Gostando ou não, é nítida a mudança desses eventos nos últimos anos, o que antes era um local de pessoas “estranhas” e com gostos “bizarros”, hoje se tornou em sua grande maioria uma reunião de fãs de grandes celebridades da internet, até os maiores eventos caíram nas graças dos youtubers. O AniBahia tentando entrar nesse grande circulo, não fez menos trazendo Muca e Inoue como uma das atrações, infelizmente o evento não conseguiu voltar com chave de ouro, mas isso eu falo um pouco mais a frente.

sdd

     O evento em si foi uma experiência interessante, porém, nada único, como sempre tivemos alguns cosplayers e barracas de vendas, mas algo em particular me chamou atenção, o evento estava completamente vazio e abandonado. Barracas com seus vendedores entediados e cabisbaixo por estar sem clientes, cosplayers e participantes do evento andando pra lá e pra cá sem rumo algum, a sua grande maioria estava em frente ao palco mas mesmo assim nada surpreendedor apenas um aglomerado de pessoas, foi algo bem diferente de se ver.

      Nos últimos cinco anos, esse é o segundo evento que eu vou e a diferença entre eles é algo gritante. Lembro que em 2011 fui em um evento muito famoso aqui em Salvador chamado Anipolitan e na época eu conseguia enxergar vários grupos de amigos, várias pessoas fazendo novas amizades, grupos sentados em roda brincando com algo e afins, era algo relativamente divertido, talvez o palco de atrações fosse a menor das nossas preocupações.

IMG_20160730_155419

     O que aparenta é que o evento é o maior culpado de ter um baixo público, mas na verdade, o que aconteceu é a grande mudança do mesmo.

     Se levarmos em consideração que em 2011 as pessoas nascidas no nosso atual século ainda eram crianças e o termo vlog era algo novo e que os desenhos eram algo muito fresco em suas respectivas cabecinhas, vamos chegar a conclusão de que a cara da nova geração são os próprios Youtubers, o que os eventos vêm fazendo é tentar se adaptar a esse novo pessoal. O que muita gente acaba vendo como algo ruim mas não é.

As celebridades da internet são ferramentas muito importantes para que esses eventos continuem acontecendo, isso por que por mais divertido que pareça pra nós, isso tudo é muito estressante para alguém que está organizando e espera o seu retorno financeiro. Um público cheio é sinônimo de retorno, mais retorno é sinônimo de que terá mais conteúdo. Os eventos estão passando por uma grande adaptação de publico apenas para continuar existindo.

     Mas nem todos os eventos são assim, uma pequena parcela ainda consegue trazer um evento inteiramente Otaku, entretanto o seu público por ser algo mais fiel acaba sempre sendo o mesmo e eventualmente isso pode gerar um declínio forçando a contratação dos Youtubers,por isso a importância dessa adaptação. Em 2011 nós tínhamos muito a questão do precisar sair para fazer novas amizades, atualmente com milhões de redes sociais já não existe essa necessidade, o que pode, com o tempo causar certo desinteresse em algumas pessoas pela falta de atividades.

IMG_20160730_165942

     Por fim,  o que eu presenciei nos dias de ocorrência do evento foi exatamente a consequência dessa transição de publico, algo um pouco bagunçado e vazio mas com grande potencial.  Ainda vamos percorrer um grande caminho para que essa situação comece a mudar e teremos uma grande parcela de eventos passando por dificuldades, mas é importante o apoio para que os organizadores comecem a entender o foco na divisão igualitária dos gostos ao invés da privatização do publico com  youtubers. Isso sim, pode ser uma solução real.

O estereótipo Otaku

Otaku : Expressão de origem japonesa utilizada para designar pessoas que são consideradas fãs extremistas de determinado assunto, esporte, programa de televisão, hobby e etc. Aqui no Brasil, mais conhecido como o sem vida, viciado em animes, punheteiro (pra desenho), lê mangá o dia inteiro e vive trancado no quarto. Estando no ano de dois mil e dezesseis é muito provável que você não se identifique com tais afirmações, mas a pergunta que fica é: Por que nós que gostamos de animes somos conhecidos dessa forma?

ogaaamvr0esvvmnno0_ojakgh3b0ustigb0vrsax1d7oug0rfpwf5kvzqml45nl70vzejhmpegxuvqzaxzvoeeups6cam1t1uhe7kobhntuehut9ghjahiwwfved

Antes de qualquer coisa é preciso entender como essa expressão chegou ao Brasil e por que houve essa distorção com o passar do tempo.

Não se sabe ao certo quando essa expressão foi usada pela primeira vez por aqui, mas a sua popularização veio durante o final da década de 80, quando a primeira revista especializada em animes e mangás deu as caras – a Animax. Por conta da falta de explicações, os leigos (e até mesmo a maioria dos leitores), passaram a entender que Otaku era uma expressão usada para fãs de toda essa cultura, e que por conta do seu publico majoritário (crianças e jovens), o termo passou a ser algo a ser levado como ofensa. Com isso surgiram os AntiOtakus – Sim, isso mesmo, toda essa rejeição pela palavra não é algo recente, isso vem acontecendo desde a sua primeira aparição.

O que muda desde aquela época pra hoje? Simples, como em qualquer parte do mundo, os tempos passam e aqui não foi diferente; Com o surgimento de outras editoras e a popularização de grandes títulos como DragonBall, Cavaleiro do Zodíaco, Pokemón, Digimon e afins, seria natural que os investidores passassem a olhar mais para esse grupo de fãs que estava crescendo, e com isso vieram os eventos focados para esse publico (que  infelizmente foi totalmente distorcido com o tempo também, mas isso é tema pra outro texto), o primeiro evento grande que tivemos aqui aconteceu em 1988, pra comemorar a fundação da OCARDE – Organização cultural de animação e desenho. Até esse momento, os eventos eram recheados de jovens com gostos semelhantes e por conta disso era normal que ao falar que gostasse de animes ou mangás, logo fosse associado a esse publico.

DSCN0643

Os  eventos ficaram mais frequentes e as pessoas mais fanáticas pela cultura cresceram. Durante a década de 1990, surgiram os Cosplayers, que não são nada mais do que pessoas vestidas de algum personagem de seu gosto. Isso fez com que a atenção da mídia também fosse chamada e como é de natureza, ela (a mídia) populariza algo ou destrói. No caso dos Otakus ela popularizou, mas não da forma correta, como é de praxe as suas entrevistas foram completamente focadas em pessoas mais extremistas e com isso passamos de uma visão de que anime e mangá era algo focado para crianças e jovens, para isso:

 

Por esse motivo é normal que ao ser perguntado, as pessoas prefiram dizer que gostam apenas de assistir para não falar que é um Otaku, já que imediatamente vai ser associado a esse publico.

Já se passaram vários anos e é normal que com o passar do tempo, o publico voltado a esse tema crescesse, mas a pergunta agora é: Será que os Otakus de hoje merecem ser conhecidos assim?

A resposta pra isso pode ser um pouco mais complexa do que parece. Assim como qualquer outro grupo cultural atualmente é difícil encontrar alguém que mantenha apenas um gosto restrito, por conta disso é natural achar um Otaku que goste de sair com os amigos pra beber, ir à um show de pagode, rock, sertanejo e afins, mas o erro que a mídia ainda continua mantendo é levar apenas os representantes mais estereotipados para as telas. Seja no mundo otaku ou no gamer, somos obrigados à ser comparados a youtubers e seus inscritos, então acaba gerando aquele desgosto por gostar do que gostamos e a vergonha em falar que realmente somos chegados a essa cultura.

Infelizmente ainda temos uma grande parcela de Otakus que “mancham” toda a visão exterior, esses que acham os japoneses uma raça superior não só tecnologicamente como culturalmente em qualquer aspecto ou que não quer que o seu anime favorito seja dublado ou popularizado apenas para não virar modinha. É muito comum que ao perguntar o motivo pra uma pessoa que não gostar de animes, ela diga que algum amigo ou alguém próximo a esse universo, tenha a recomendado um anime sangrento ou cheio de besteiras, achando que são animes de qualidade, quando na verdade a única coisa a ser tirada desses desenhos são pequenas cenas de ação ou empolgantes que apenas as pessoas mais próximas conseguem ter algum afeto. Como foi dito no meu texto anterior, cada pessoa tem um gosto diferente e sendo uma industria extraordinariamente grande é quase impossível que não exista algum que não agrade, basta apenas procurar.

fullmetal_alchemist_brotherhood_wallpaper_by_xylatakura07-d6yn4vu

Talvez seja uma tarefa difícil mostrar que o que vemos não é infantil, que o que vemos não nos faz ser o tipo pessoa que a mídia costuma mostrar. Estamos vivendo em uma época que tudo é motivo de polêmica, tudo é motivo pra desconstruir. Não é impossível que com o tempo, tudo que foi mostrado ao publico passe a ser melhorado e um dia não exista mais esse bloqueio pra falar os nossos gostos referente a cultura oriental.

Por fim, é importante deixar claro que existe sim o tipo de Otaku que a televisão mostra, que existe sim a realidade por dentro do esteriótipo que vemos, mas o que precisa ser visto é a forma que isso vem sendo generalizado. Se for pra mostrar a comunidade, que mostre também as diferenças que existem dentro dela e não apenas os casos mais extremos.

Uchuu Patrol Luluco – Primeiras Impressões

No post de hoje vamos falar sobre os dois primeiros episódios de Uchuu Patrol Luluco, obra do estúdio Trigger que estreou na temporada de primavera como complemento ao entretenimento de Kiznaiver.

Luluco é uma comédia que terá 13 episódios no formato de curta, contando com 7 minutos cada episódio. Aqui no Brasil está sendo distribuído pelo Crunchyroll, serviço qual o AHC tem parceria (CRUNCHYROLL PAGA NÓIS). 

Uchuu Patrol Luluco é o Trigger em ação!

Não é a primeira vez que o estúdio usa o método de comédia que guia o humor de Luluco, aliás, esse “guia” é o que define todas as obras do Trigger, mas precisamente, eu me refiro aos curtas já lançados neste formato; Inferno Cop e Ninja Slayer. Ambos são comédias lançadas com estrutura de curtinha focados para exibição na internet.

Mas, o que viria era algo bem incerto, afinal Inferno CP e Ninja SL funcionam de formas diferentes, se é que da pra dizer que o último funciona.

Quando o anime estreou fui assistir com expectativas baixas, por três motivos; o primeiro é que era um curta de sete minutos, criar hype em cima de curtas já é algo a ser pensando, o segundo motivo é o próprio fato de ter hype,  toda obra deve ser esperada de forma igual, sem expectativas, deixe a obra ir até você, por último era o fato  que descrevi acima, como esse nonsense da obra iria funcionar? Eu não tinha ideia até pelos posters pseudo-românticos divulgados.

XH6H3SyuDCE

O primeiro episódio funcionou muito bem, simplesmente por que fez rir, essa é a tendencia da obra, te fazer rir, como não importa, mas você vai rir. Essa comédia pode vir por risadas em cenas cômicas ou em piadas de diálogos, temos até momentos onde os dois fatores serão jogados juntos.

Minha única dúvida no primeiro episódio era a falta de direção/foco pra algo, tudo é jogado em uma zona de comédia com uma história simplista que só serve pra fazer você rir, isso não é ruim, afinal funcionou, mas e como ficaria depois? Loluco só faria rir? Uma hora ás piadas poderiam deixar de funcionar junto aos momentos falhos, isso é normal em uma comédia que se segura apenas fator “momento piada”. Claro que isso era uma preocupação pro futuro, pois o primeiro episódio foi lindo, tivemos até o Inferno Cop como personagem.

Animação

O anime mostrou uma animação muito bonita, coisa que eu não esperava pra curta simples, boa parte da iluminação e dos cenários deixa os seus olhos brilhando, principalmente no segundo episódio onde vemos mais da cidade.

Segundo Episódio

O segundo episódio tem um teor de comédia menor, porém teve o que eu senti falta no primeiro episódio, sim, um foco. Tivemos uma apresentação de alguma história com uma “afloração” da Loluco como personagem. Ainda teve uma mensagenzinha de Big Bang e questões sociais (claro, tudo dentro da suas devidas proporções). Isso tudo concluiu que a história terá um teor de romance.

Tá, mas agora que um foco foi apresentado, o que muda?

luluco1

O problema de você deixar tudo sem um foco é que pode dar certo como Infernal Cop deu, porém pode dar errado como Ninja Slayer. Com a ausência de uma direção pra seguir a obra fica muito incerta ao meu ver.

maxresdefault

O que podemos esperar?

Eu acredito que o anime vai seguir a sua linha mestre de fazer todos rirem, mas com teor de “coisa séria” vindo à tona de vez em quando para desenvolver a mensagem e até mesmo o romance da personagem principal.

De resto podemos esperar uma boa diversão feita com capricho.

Uchuu Patrol Luluco é uma obra simples, divertida e bem feita, tenho boas expectativas para o seu desenrolar e acredito que irá cumprir o dever de diversão dada no primeiro e segundo episódio.

Gostou da review? Comenta sua opinião sobre a série aqui nos comentários. Curta a página do AHC e nos vemos por aí. Até.

 

Mudanças no Guia Nippon

Bom, depois de muita bagunça, o Guia Nippon sofreu algumas mudanças. Decidimos que agora o quadro será passado quinzenalmente e transmitido no canal da Rede Tsuzuku. Se você ainda não é inscrito, não perde tempo, se inscreve lá pra acompanhar os próximos Guias: www.youtube.com/redetsuzuku

Video do aviso:

 

Esse post servirá também pra que vocês lancem as suas ideias, então se você tem alguma sugestão de titulo para a live, deixe o seu comentário, quem sabe não fazemos?

 

Não viu o ultimo Guia? Foi muito bacana, da uma olhada lá:

 

Será que você ainda gosta de animes?

Bom, como diz o próprio titulo, esse texto é dedicado àqueles que de alguma forma sentem que a partir de um certo momento da sua vida, acabou deixando animes e derivados meio que de lado, e quanto mais o tempo passa, mais percebe que vai criando um certo desgosto pela cultura japonesa, e na pior das hipóteses começa a se convencer que todos aqueles dias que passou na frente do computador assistindo um anime, foi meramente uma “época escura” da vida. A questão é, você esta mesmo deixando de gostar de toda essa cultura?

Antes de tudo, você precisa responder algo muito simples: Afinal, por que eu parei de assistir animes?

Se foi por conta do TEMPO, será mesmo que você parou de gostar? Ou apenas passou a dar preferencia a outras atividades? Acontece muito, que com o passar da adolescência e a entrada da vida adulta, começa a ser muito mais normal a preferencia por sair com os amigos, viajar, ou qualquer outra atividade do que assistir animes, as vezes sem nem notar, já parou até de assistir filmes como antes – Só para pra ver um quando esta no cinema, por que lá, não tem pra onde correr. Então repense, será que o seu gosto por animes simplesmente sumiu, ou tem sido substituído por prazeres que atualmente tem sido bem mais em conta do que passar o dia assistindo como antes?

tokikake01

Talvez tenha sido por não suportar mais o JEITO JAPONÊS. Mas o que seria esse “jeito japonês”? Bom, basicamente são todas aquelas cenas nos animes, doramas, ou qualquer obra, em que não acrescenta em nada no enredo, são só discussões avulsas, comentários sem sentido, ou cenas exageradas, que muita gente não tem “saco” pra ver (eu sou um deles), e por conta disso, acaba desistindo fácil de animes que exageram nisso. Se você é um deles, aqui vai uma noticia boa: Você tem parado de ver animes, apenas por ter pego os errados – É muito natural que ao começar a assistir algo que não te agrade, você pare com aquilo e comece a ver outro. Mas e quando acontece em várias obras da mesma cultura? Passa a ser gerado um desgosto, e a tendência é que com o passar do tempo, aquilo seja deixado de lado como se você tivesse amadurecido pra aquele tipo de entretenimento. Acontece, “meu amigo”, que esse tipo de comportamento também existe na cultura oriental, só é mais aceito por ser uma forma que estamos mais acostumados a vivenciar, por conta disso a cultura japonesa acaba sendo mais discriminada por aqui, o que é um jeito errado de se ver as coisas. Assim como no ocidente, lá no Japão, existem vários tipos de gêneros em suas industrias, dos mais bestas, aos mais complexos, dos mais infantis, aos mais adultos; Basta procurar e com certeza vai encontrar algo que lhe agrade, afinal, tanto lá quanto aqui, existe uma quantidade extraordinariamente massiva de lançamentos por ano. É impossível que nada seja do seu agrado. Uma das formas de encontrar animes de gêneros que você talvez goste, é procurando obras dos seus respectivos diretores, como por exemplo Watanabe, pra obras mais complexas, como Cowboy Bebop ou Kasuzi Nakasima, pra obras um pouco mais descontraídas, como Kill la Kill.

hiyono_fullmetal_alchemist_brotherhood_ova_-_02_1280x720_blu-ray_874e98d0-mkv_snapshot_01-24_2010-01-31_15-13-06

Muitas vezes o motivo pra parar possa ser por que DESENHO É PRA CRIANÇA. Bom, se você tem parado de ver animes por esse motivo, sinto lhe dizer, que você nunca assistiu um anime de verdade – Muito provavelmente deve ter parado pra ver Dragon Ball, Cavaleiro do zodíaco, e com o passar do tempo, prefere muito mais ficar nas ações em live action do que personagens desenhados se batendo. A maior incógnita aqui é: Você realmente já parou pra ver um anime? A resposta talvez seja: Vi uns episódios quando era moleque. E aqui está o seu erro; Muitas vezes os animes tem como principal função te passar uma mensagem, lhe mostrar uma ideologia, que muitos dos filmes que você assiste, estão longe de passar. Não são poucos os animes que vão te fazer sentar e pensar sobre algumas ações, ou até mesmo lhe dar um tapa na cara e dizer que a forma que você pensa sobre determinado assunto é infantil. Portanto, se esse era o motivo de você ter parado de ver animes, dê mais uma chance, mas dessa vez, as obras certas.

kamina-tengen_00317324

Convencer alguém que nunca parou pra assistir um anime de que é algo interessante e prazeroso de se ver pode ser uma tarefa difícil, mas alguém que já enfrentou toda essa cultura e conhece a dinâmica dos animes, sabe que é algo que vale o tempo. Então eu pergunto: Será que você ainda gosta de animes? A resposta é: Sim. Acontece que os seus gostos mudaram, por conta disso, os animes que deve assistir também mudaram, então não coloque na sua cabeça que todos aqueles dias assistindo desenhos foram uma “época escura”, dedique um pouco do seu tempo a animes que se dedicam ao seu gosto, e tenha o mesmo prazer que tinha quando era moleque assistindo aqueles animes de porrada por que sim.

  • Rodrigo Andrade

 

Recomendação do Mês 04 – Séries

O QUADRO ESTÁ DE VOLTA!

Desde março, estou testando o formato do recomendação do mês, se o quadro funcionaria ou  ficaria bom. Pelo visto, muita gente gostou, agradeceu bastante as recomendações e elogiou. Sendo assim, resolvi tirar ele do caixão e voltar, mas voltar com um tema diferente abordado no canal.

Politicamente Incorreto

A nova série do humorista Danilo Gentili, Politicamente Incorreto tráz a temática de um politico corrupto, racista e homofóbico que tirou a sorte grande. A Série trata de problemas sociais, étnicos e raciais do Brasil de forma humorística e politica, mostrando as burocracias do congresso, desde alianças até troca de favores. O Humor da série é bem estilo Porta dos Fundos, com um ar seco, dando mais enfase as piadas em forma de critica ou referência.

A Série também trata de um tema que é abordado basicamente em todos os lugares a onde o Danilo trabalha, o politicamente incorreto.

Atualmente a série está no seu episódio 7 (01/11/2014). Vocês podem assisti-la no canal FX (Fox Play) todas as quartas ás 20:30.

Pela internet vocês podem assistir direto do site da FX (clique aqui) ou pelo Youtube.

TURN

A Série que retrata a Revolução Americana, simplesmente espetacular. Mesmo que haja um toque de nacionalismo americano, a série consegue ser de certo modo neutra em preferências (até porque é difícil fazer uma história de independência sem nacionalismo). O foco da trama é a espionagem de ambos os lados, Britânicos e Americanos. Gostei da série pelo ar excelente de espionagem, além de retratar de forma fantástica a sociedade americana da época, única coisa que deixa a desejar em grande parte são os efeitos especiais, alguns cenários são pequenos e, por esta razão vemos alguns em CGI (Ver Nova York ocupada pelos britânicos  em CGI foi broxante).

Mesmo que a série puxe saco algumas vezes dos americanos (como o final da primeira temporada), no geral ela consegue se entrelaçar bem o conceito de guerra colonial.

A série infelizmente ainda não veio para o Brasil, mesmo com uma segunda temporada já confirmada. Os meios para assistir são todos não-oficiais por enquanto, esperaremos a AMC trazer ela pra cá.

VIKINGS

Esta já teve sua segunda temporada concluída e terceira anunciada. Vikings é uma série que retrata a cultura e sociedade Vikings, neste aspecto é o que a série mais se destaca em qualidade. Não há exatamente uma fidelidade histórica uma vez que a trama é baseada em mitos e contos nórdicos. Interessante ver a brutalidade de guerra Vikings e a invasão deles na Inglaterra feudal (antes da unificação). Apesar da trama não ser muito surpreendente ela consegue te dar alguns sustos, no geral ela leva tudo a cabo da cultura Viking.

A Série é do History Channel e veio para o Brasil pelo mesmo, até onde este vídeo foi gravado não havia segunda temporada aqui, apenas a primeira (que inclusive foi dublada).

ESPERO QUE TENHAM CURTIDO, COMPARTILHEM COM OS AMIGOS O MATERIAL! OBRIGADO!