All posts by RodrigoAHC

Empresário; Pseudo-entendido da cultura oriental e fundador da AHC. Ama festas e beber com os amigos, mas não abre mão de um dia dedicado a séries e jogos.

Papo Anime 34.2 – Temporada de Primavera (2017)

Como prometido na parte 1, voltamos com a segunda parte do vídeo! Infelizmente, por problemas técnicos o Pedro não pôde  participar  e para não deixar ninguém na mão,  Rodrigo e  Andressa fizeram as impressões de mais quatro animes lançados.

Parte 2

Rodrigo não da Rage, Andressa acha bestiais fofos e o Pedro sumiu.

 

Guia de Animes:
01:26 – Kabukibu!
04:36 – Shingeki no Bahamunt
08:15 – Zero kara Hajimeru Mahou no Sho
12:10 – Re:Creators

Logan – O Hype superado

Nem parece que faz tanto tempo mas em 2000 aparecia nas telas de cinema um dos heróis mais amados das HQ’s, o Wolverine. Quem teve a oportunidade de presenciar na época certamente acompanhou desde o início um personagem com a história e personalidade mais fiel ao dos quadrinhos no cinema mas que infelizmente se encontrava em péssimos filmes. A Fox desde sempre teve o péssimo hábito de fazer os filmes do X-Men sem cronologia e sem roteiro decente, e no meio deles sempre encontrávamos personagens com bom potencial mas sem desenvolvimento em algo que parecia ser o único futuro dos mutantes em longas de live action.

Logan pode ter sido o melhor e mais pé no chão filme de herói lançado até hoje, mas não foi com ele que a Fox começou a finalmente ganhar reconhecimento real nesse universo. Quando começou no início do século, o medo da Fox era que o público não aceitasse heróis de farda e com a história fantasiosa como é nos quadrinhos e nesses longos dezessete anos a Marvel apareceu para provar que sim, existe público pra isso e se bem executado pode até trazer novas pessoas. Foi assim que ela resolveu responder com filmes excelentes como X-Men Primeira Classe e Apocalypse. O que veio a ser o que vou apelidar de Filme-Pai do Logan foi um dos filmes mais fiéis da história: Deadpool. Depois de ter o seu personagem completamente estragado em Wolverine:Origins (que por sinal é outro péssimo filme) e um curta que saiu do Deadpool matando vários bandidos em um carro, o público pressionou o suficiente para que o estúdio fizesse um filme digno do personagem, e assim, em fevereiro de 2016 fomos agraciados com o primeiro filme +18 de um herói.  Um investimento baixíssimo e um lucro surreal que não só provou que em 2000 todos estavam errados, como estampou que filmes com personagens fardados e com poderes para maiores pode ser um bom negócio.

Em 2017 recebemos um dos melhores trailers já lançados no cinema e com ele o hype não só foi lá em cima como a certeza de que seria impossível sair algo ruim. Finalmente veriamos o Wolverine fazendo o estrago que deveria ter feito desde o início, nós temos a prova disso nos primeiros 5 minutos de filme. Logan possui um roteiro simples, aquele velho enredo de fuga onde um personagem precisa ser levado do ponto A ao ponto B e ao decorrer dessa estrada acontece vários imprevistos que podem ser um empecilho pro responsável por esse transporte, em tempos bons até seria uma tarefa fácil pro nosso bom e velho Wolverine se ele não estivesse totalmente deteriorado junto ao seu amigo, Xavier. O filme tem duas curtas horas de muitas cenas emocionantes e pesadas dignas do personagem, conhecemos um Wolverine que nunca tínhamos visto nem mesmo em quadrinhos e o mais importante de tudo: Um final digno e fantástico para um herói em fim de carreira. Ao decorrer da trama podemos encontrar pequenas cenas que podem ser apontadas como falhas ou buracos na história nada comparado ao que a Fox fez em 17 anos de X-Men, mas que são facilmente sobrepujadas por picos de felicidade, adrenalina e tristeza que o filme consegue nos proporcionar sem nenhum esforço.

Por fim, Logan consegue nos trazer o que eu já considero não só o melhor filme de herói já lançado até hoje, como um dos filmes com restrição máxima de idade mais bem trabalhados e sem extremos exageros como somos acostumados a ver. Como Hugh Jackman havia dito: Logan é uma carta de amor aos fãs, e eu complemento dizendo que não é só uma carta como uma redenção da Fox conosco.

AniBahia ou só mais um evento?

     Antes de começarmos oficialmente com o texto queria deixar claro que se você acompanhou meus dois textos anteriores e gostou, infelizmente esse não será de uma escrita semelhante. Isso por que esse texto não será sobre um assunto especifico e sim sobre a cobertura de um evento. Por eventualidades do destino não consegui gravar ele em vídeo e para tentar suprir essa falta estou aqui hoje para escrever um texto do que achei do mesmo, como é de praxe da minha personalidade não posso deixar de comentar o assunto de uma forma um pouco mais profunda.

     Anibahia é um evento de cultura Otaku que voltou pra Salvador depois de 5 anos em hiato e para voltar com chave de ouro resolveu fazer o evento onde tudo começou: Faculdade Unijorge da paralela. Prometendo e investindo em grandes atrações como Inoue, Tauz, Random Sentai e outros, tendo como intenção se tornar novamente o maior evento de cultura oriental da Bahia, algo como o Anime Friends é pra São Paulo. Mas a questão é se os organizadores conseguiram um grande retorno.

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     Talvez o maior problema atualmente não seja conseguir chegar ao topo dos melhores eventos de Otaku mas sim trazer as atrações mais chamativas. Gostando ou não, é nítida a mudança desses eventos nos últimos anos, o que antes era um local de pessoas “estranhas” e com gostos “bizarros”, hoje se tornou em sua grande maioria uma reunião de fãs de grandes celebridades da internet, até os maiores eventos caíram nas graças dos youtubers. O AniBahia tentando entrar nesse grande circulo, não fez menos trazendo Muca e Inoue como uma das atrações, infelizmente o evento não conseguiu voltar com chave de ouro, mas isso eu falo um pouco mais a frente.

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     O evento em si foi uma experiência interessante, porém, nada único, como sempre tivemos alguns cosplayers e barracas de vendas, mas algo em particular me chamou atenção, o evento estava completamente vazio e abandonado. Barracas com seus vendedores entediados e cabisbaixo por estar sem clientes, cosplayers e participantes do evento andando pra lá e pra cá sem rumo algum, a sua grande maioria estava em frente ao palco mas mesmo assim nada surpreendedor apenas um aglomerado de pessoas, foi algo bem diferente de se ver.

      Nos últimos cinco anos, esse é o segundo evento que eu vou e a diferença entre eles é algo gritante. Lembro que em 2011 fui em um evento muito famoso aqui em Salvador chamado Anipolitan e na época eu conseguia enxergar vários grupos de amigos, várias pessoas fazendo novas amizades, grupos sentados em roda brincando com algo e afins, era algo relativamente divertido, talvez o palco de atrações fosse a menor das nossas preocupações.

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     O que aparenta é que o evento é o maior culpado de ter um baixo público, mas na verdade, o que aconteceu é a grande mudança do mesmo.

     Se levarmos em consideração que em 2011 as pessoas nascidas no nosso atual século ainda eram crianças e o termo vlog era algo novo e que os desenhos eram algo muito fresco em suas respectivas cabecinhas, vamos chegar a conclusão de que a cara da nova geração são os próprios Youtubers, o que os eventos vêm fazendo é tentar se adaptar a esse novo pessoal. O que muita gente acaba vendo como algo ruim mas não é.

As celebridades da internet são ferramentas muito importantes para que esses eventos continuem acontecendo, isso por que por mais divertido que pareça pra nós, isso tudo é muito estressante para alguém que está organizando e espera o seu retorno financeiro. Um público cheio é sinônimo de retorno, mais retorno é sinônimo de que terá mais conteúdo. Os eventos estão passando por uma grande adaptação de publico apenas para continuar existindo.

     Mas nem todos os eventos são assim, uma pequena parcela ainda consegue trazer um evento inteiramente Otaku, entretanto o seu público por ser algo mais fiel acaba sempre sendo o mesmo e eventualmente isso pode gerar um declínio forçando a contratação dos Youtubers,por isso a importância dessa adaptação. Em 2011 nós tínhamos muito a questão do precisar sair para fazer novas amizades, atualmente com milhões de redes sociais já não existe essa necessidade, o que pode, com o tempo causar certo desinteresse em algumas pessoas pela falta de atividades.

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     Por fim,  o que eu presenciei nos dias de ocorrência do evento foi exatamente a consequência dessa transição de publico, algo um pouco bagunçado e vazio mas com grande potencial.  Ainda vamos percorrer um grande caminho para que essa situação comece a mudar e teremos uma grande parcela de eventos passando por dificuldades, mas é importante o apoio para que os organizadores comecem a entender o foco na divisão igualitária dos gostos ao invés da privatização do publico com  youtubers. Isso sim, pode ser uma solução real.

Re:Zero Kara Haij Isekai Seikatsu – Episódio 15 (Review ao vivo)

Depois desse ultimo episódio não tinha como fazer uma review especial. Pensando nisso, hoje resolvemos fazer a nossa primeira review em formato de LIVE! Sim, hoje você também vai participar das nossas teorias do que vem a seguir nesse anime que surpreendeu a todos com uma historia completamente imprevisível.

Tópicos da livestream:

  • 1. Acontecimentos anteriores
  • 2. Review do Episódio
  • 3. Teorias
  • 4. Notas final pro episódio

Berserk Ep.01 e 02 – Primeiras Impressões

Finalmente saiu o anime do Berserk! Infelizmente não vamos ter uma obra 100% fiel e nem contada do inicio, mas pra quem é fã de verdade ver a sua obra favorita em animação é algo bom mesmo quando está completamente suja com uma CGI porca.

O Arco que vai ser contado no anime é um que se passa posteriormente a Era de Ouro. Isso por que já tivemos duas adaptações do mesmo, uma um pouco antes de década de 2000 e uma trilogia de filmes alguns anos atrás. Agora vamos pro vídeo onde eu falo o que estou achando do anime e como essa CGI tem me incomodado, não esqueçam de comentar e falar o que estão achando também.

 

 

VAGAS PARA REDATORES!

Redatores

Lembrando que estamos com vagas pra redatores. Pra se inscrever basta acessar esse link:

 http://redetsuzuku.com/site/vagas-para-redatores-abertas/

 

 

O estereótipo Otaku

Otaku : Expressão de origem japonesa utilizada para designar pessoas que são consideradas fãs extremistas de determinado assunto, esporte, programa de televisão, hobby e etc. Aqui no Brasil, mais conhecido como o sem vida, viciado em animes, punheteiro (pra desenho), lê mangá o dia inteiro e vive trancado no quarto. Estando no ano de dois mil e dezesseis é muito provável que você não se identifique com tais afirmações, mas a pergunta que fica é: Por que nós que gostamos de animes somos conhecidos dessa forma?

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Antes de qualquer coisa é preciso entender como essa expressão chegou ao Brasil e por que houve essa distorção com o passar do tempo.

Não se sabe ao certo quando essa expressão foi usada pela primeira vez por aqui, mas a sua popularização veio durante o final da década de 80, quando a primeira revista especializada em animes e mangás deu as caras – a Animax. Por conta da falta de explicações, os leigos (e até mesmo a maioria dos leitores), passaram a entender que Otaku era uma expressão usada para fãs de toda essa cultura, e que por conta do seu publico majoritário (crianças e jovens), o termo passou a ser algo a ser levado como ofensa. Com isso surgiram os AntiOtakus – Sim, isso mesmo, toda essa rejeição pela palavra não é algo recente, isso vem acontecendo desde a sua primeira aparição.

O que muda desde aquela época pra hoje? Simples, como em qualquer parte do mundo, os tempos passam e aqui não foi diferente; Com o surgimento de outras editoras e a popularização de grandes títulos como DragonBall, Cavaleiro do Zodíaco, Pokemón, Digimon e afins, seria natural que os investidores passassem a olhar mais para esse grupo de fãs que estava crescendo, e com isso vieram os eventos focados para esse publico (que  infelizmente foi totalmente distorcido com o tempo também, mas isso é tema pra outro texto), o primeiro evento grande que tivemos aqui aconteceu em 1988, pra comemorar a fundação da OCARDE – Organização cultural de animação e desenho. Até esse momento, os eventos eram recheados de jovens com gostos semelhantes e por conta disso era normal que ao falar que gostasse de animes ou mangás, logo fosse associado a esse publico.

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Os  eventos ficaram mais frequentes e as pessoas mais fanáticas pela cultura cresceram. Durante a década de 1990, surgiram os Cosplayers, que não são nada mais do que pessoas vestidas de algum personagem de seu gosto. Isso fez com que a atenção da mídia também fosse chamada e como é de natureza, ela (a mídia) populariza algo ou destrói. No caso dos Otakus ela popularizou, mas não da forma correta, como é de praxe as suas entrevistas foram completamente focadas em pessoas mais extremistas e com isso passamos de uma visão de que anime e mangá era algo focado para crianças e jovens, para isso:

 

Por esse motivo é normal que ao ser perguntado, as pessoas prefiram dizer que gostam apenas de assistir para não falar que é um Otaku, já que imediatamente vai ser associado a esse publico.

Já se passaram vários anos e é normal que com o passar do tempo, o publico voltado a esse tema crescesse, mas a pergunta agora é: Será que os Otakus de hoje merecem ser conhecidos assim?

A resposta pra isso pode ser um pouco mais complexa do que parece. Assim como qualquer outro grupo cultural atualmente é difícil encontrar alguém que mantenha apenas um gosto restrito, por conta disso é natural achar um Otaku que goste de sair com os amigos pra beber, ir à um show de pagode, rock, sertanejo e afins, mas o erro que a mídia ainda continua mantendo é levar apenas os representantes mais estereotipados para as telas. Seja no mundo otaku ou no gamer, somos obrigados à ser comparados a youtubers e seus inscritos, então acaba gerando aquele desgosto por gostar do que gostamos e a vergonha em falar que realmente somos chegados a essa cultura.

Infelizmente ainda temos uma grande parcela de Otakus que “mancham” toda a visão exterior, esses que acham os japoneses uma raça superior não só tecnologicamente como culturalmente em qualquer aspecto ou que não quer que o seu anime favorito seja dublado ou popularizado apenas para não virar modinha. É muito comum que ao perguntar o motivo pra uma pessoa que não gostar de animes, ela diga que algum amigo ou alguém próximo a esse universo, tenha a recomendado um anime sangrento ou cheio de besteiras, achando que são animes de qualidade, quando na verdade a única coisa a ser tirada desses desenhos são pequenas cenas de ação ou empolgantes que apenas as pessoas mais próximas conseguem ter algum afeto. Como foi dito no meu texto anterior, cada pessoa tem um gosto diferente e sendo uma industria extraordinariamente grande é quase impossível que não exista algum que não agrade, basta apenas procurar.

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Talvez seja uma tarefa difícil mostrar que o que vemos não é infantil, que o que vemos não nos faz ser o tipo pessoa que a mídia costuma mostrar. Estamos vivendo em uma época que tudo é motivo de polêmica, tudo é motivo pra desconstruir. Não é impossível que com o tempo, tudo que foi mostrado ao publico passe a ser melhorado e um dia não exista mais esse bloqueio pra falar os nossos gostos referente a cultura oriental.

Por fim, é importante deixar claro que existe sim o tipo de Otaku que a televisão mostra, que existe sim a realidade por dentro do esteriótipo que vemos, mas o que precisa ser visto é a forma que isso vem sendo generalizado. Se for pra mostrar a comunidade, que mostre também as diferenças que existem dentro dela e não apenas os casos mais extremos.

Boku no hero Academia – Primeiras impressões

Depois de alguns anos fazendo apenas papo anime, finalmente gravamos uma review juntos! Dessa vez com a primeira da temporada, trouxemos Boku no Hero Academia, uma grande aposta da Jump que tem boas chances de ser o novo queridinho da galera. Da uma olhada:

 

 

Vale lembrar que já fizemos um papo anime da obra, e como sempre, separando área sem e com spoiler, da uma conferida: