Os animes que assisti em 2016

Voltando com aquela lista anual de animes que o Pedro assistiu durante o ano.

Pra esquematizar melhor a discussão, resolvi tirar os animes da temporada para que a lista não ficasse três vezes  maior que o tamanho atual. Sem falar que vocês já devem estar saturados de olhar argumentos de obras deste ano e, claro, vou tentar seguir uma ordem cronológica apesar da minha mente conseguir fazer isso até certo limite, depois é o que eu consigo lembrar e pegar esporadicamente no MAL.

Serial Experiments Lain

Bom, um título que eu queria falar faz muito tempo, muito mesmo. Afinal, todo pseudo-cult que se preze precisa assistir Lain. Uma obra que vai retirar os seus conceitos de direção e roteiro, em boa parte por razão da ambientação, por outro, dado pelo horror psicológico da obra.

Mais detalhes da minha opinião você confere no Papo Anime que fiz dela

Junketsu no Maria

Junketsu no Maria foi o primeiro anime que eu fiz review em 2015 e acabei não levando pra frente após a análise do primeiro episódio. Maratonei os episódios seguintes mais de 1 ano depois dos fatos, eu posso dizer com segurança que eu curti muito. Não é apenas uma obra que brinca com conceitos históricos respeitando e criticando sem uma carga muito forte, ele tem toda uma sutiliza em passar o drama dos personagens no seu próprio tom, misturando uma dose alta de sobrenatural nisso tudo.

Achei ingenuo algumas pessoas esperarem um épico medieval de uma obra de comédia, falo disso na minha primeira impressão e também no Veredito que eu gravei mas não editei ainda. Não sei com qual expectativa essa galera foi pro anime, mas consegui pegar perfeitamente a proposta dele e a sua mensagem final, bem acentuada em toda crítica histórica-religiosa que a obra aborda.

Gundam: War in the pocket

Fazia um tempo que eu não assistia um Gundam e foi agradável voltar com War in the pocket. Uma especie de spin-off que se passa um ano após a guerra do primeiro Moblie Suit, tendo uma perspectiva muito diferente dos fatos e claro, com um tom totalmente diferente. Rápido e fácil de assistir (com os seus 6 episódios) ele entrou fácil pra minha listinha de top gundam’s.

Paprika

Conheci Satoshi Kon em 2014, mas só tive coragem de experimentar suas obras a partir de 2015 que, como vocês sabem, não foi um ano fácil pro AHC produzir conteúdo. Paprika foi o meu primeiro contato com o diretor e ele entrega de forma direta como Satoshi trabalha, seja com os seus terrores psicológicos ou sua arte diferenciada que passa uma imersão de realidade e brincadeira ao mesmo tempo para a obra.

Poderíamos ficar horas aqui, conversando sobre o que tem nesse filme… Mas, prefiro que vocês olhem o meu ponto de vista no papo anime que estamos preparando.

Omoide Marnie

Dos últimos filmes da Ghibli (Vidas ao Vento, Kaguya e Marnie) essa obra foi a que menos me chamou a atenção. Quando vi o poster “sonhador” de Vidas ao Vento ou a pintura majestosa proporcionada pelo Conto da Princesa Kaguya, é inegável o quanto aquilo é chamativo por si só, já o Marnie me deu uma visão padrão por não se diferenciar muito da receita de bolo que o Ghibli faz na parte artística. Por esse motivo e outros (tempo e bla bla) coloquei o filme em stand-by e quando vi, me surpreendi. De fato a obra toca um drama no modo Ghibli e tem uma trama simples, mas que meus amigos, emociona muito.

Conto da Princesa Kaguya

Como eu disse no Papo Anime, daqui 20 anos quando às pessoas olharem pra trás e buscarem filmes com algum destaque, essa lista precisa ter Kaguya no Hime. Trazendo o roteiro histórico de Isao Takahata, a obra faz uma critica posicionamento da mulher em uma sociedade que encara ela como objeto ao mesmo tempo que tenta cultua-la. O filme utiliza uma história popular na cultura japonesa, é um conto usual, visto de uma forma que poucos viram, isso já me faz comprar o filme.

Wolfs Rain

Quero guardar esse pra um Papo Anime, vocês já podem ter noção o que vem em um roteiro escrito por Dai Sato (Ergo Proxy).

Noragami: Aragoto

Noragami é muito bom, como vocês já sabem, mas o vilão dessa temporada foi ridículo. De resto eu adoro a forma que os personagens são interligados, afinal, isso é Noragami na sua fórmula crua.

Arete Hime

Que obra tocante, é simples mas utiliza da música e da sua arte pra levar o espectador a outro plano. Talvez a obra tenha me tocado muito mais por ter OST com a voz da Origa, cantora russa que trabalhava com  Yoko Kanno em diversas trilhas sonoras  (Cowboy Bebop, Turn A Gundam, Ghost in the shell Stand Alone Complex).

O grande chamativo da obra é como ela representa um conto medieval nos moldes de gênero literário.

Top wo Narae! Gunbuster

Vocês já sabem tudo o que eu tinha falar sobre essa obra, fizemos um papo anime gigante sobre tudo que ela engloba. É bom conhecer o primeiro anime de Hedeaki Anno, vemos muitas coisas que viriam a ser melhoradas no Evangelion e reutilizadas no Guren Lagann (esse ultimo por influencia do Diebuster, também).

Rapaz e o Monstro

Estreando os filmes do Hosoda na Netflix, Rapaz e o Monstro chegou em grande estilo. Com dublagem PT-BR e rapidamente passando para os títulos em alta do site, pode ser a porta de entrada para mais filmes do diretor por aqui.

Não é o melhor filme do Hosoda, mas isso nem deve ser pautado, o filme é bom e se garante, nenhuma crítica negativa a obra.

GTO – Grand Teacher Onizuka

Divertido demais, usando mecânicas pra salientar e ajudar uma adolescência problemática, o professor Onizuka usa a sua experiencia como senhor da malandragem. Recomendo pra quem gosta de um humor mais forte, que saí do nicho de piadas e usa o sitcom de forma diferente, mais como um experimento social.

Dragon’s Heaven

Já pensou em um anime que se passa em um Brasil cyberpunk? Este é Dragon’s Heaven.  Apesar da animação ser um lixo (até pra sua época) é icônico como a obra expressa a sua arte e convenhamos, é bom ver UM anime que não vê o Brasil como um país estendido do porão do planeta.

Não espere muito da obra, mas a proposta é boa.

Kekkai Sensen

Depois de ver Kekkai Sensen levar quase tudo no Tsuzuku Awards 2016, eu precisava ver obra. Consiero sim, muito boa e única, devido a direção excepcional que ela tem, não acho que ela deveria merecer taaanto hype assim… Mas considerando que estamos em anos que até Sword Art Online tem hype, não tem problema essa obra de arte ter o seu lugar exagerado.

Owari no Seraph

Tem Papo Anime disso aqui, confere lá. De resumo: É ruim, mas funciona comercialmente.

Pokémon: Diancie e o Casulo da destruição

Tem papo anime TAMBÉM. Esse eu só assisti por que precisava de um filme padrão de Pokémon pra falar na primeira parte do Papo 24.

Ima, Soko ni Iru Boku

Uma obra tão emocionante que em certos momentos pensei estar vendo um épico. Esse anime nunca vai ter o valor que deveria ter, ninguém conhece a obra e ele vai ficar no caldeirão do esquecimento pra sempre, até andei pesquisando antes de escrever esse texto e pelo o que parece, nem legendado em português tem mais.

Se você gosta revolução industrial é um prato cheio pra você, isso por que a obra saí do nicho de steampunk fantasioso e te apresenta conceitos abertos da industrialização em si.

Little Witch Academia

Assisti o filme a ova da obra e pude apreciar um pouco do que o Trigger quer experimentar nos próximos anos. Mais detalhes só olhar o papo anime.

Hanamonogatari

Em 2015 eu dei um drop em Monogatari pra não ficar como urubu atrás de novos lançamentos, por isso esperei um tempo pra continuar a série. Sobre o Hana em si, vemos como ele é um arco que faltou na Second Season, algo pra apaziguar os intensos arcos finais.

Eu gosto desse arco, apesar de alguns fãs considerarem chato o tratamento da Kanbaru com o seu drama. Ao meu ver, a obra retrata de forma diferente o conceito do “olhar para o lado e evitar o problema apenas o faz ficar maior”.


Agora é a vez de vocês – Comentem a lista de vocês e não vale animes da temporada, hein.

  • Walson Leonardo Mimura Brandao

    Obrigado pela lista, há certos títulos aí que eu nunca ouvi falar. É sempre bom conhecer novos animes!

    • Ah, fico feliz! São descrições bem curtas, mas se já foi o suficiente pra te interessar em algumas obras já vejo vantagem.

  • Cxc

    Vou tentar resumir o que vi de mais relevante
    Perfect blue, Legend of the Galatic Heroes, Paprika, Spice and wolf, Paranoia agent, mononoke, utena, katanagatari, ima soku ni iru boku, azumanga daioh, inferno cop, flcl, monster, gankutsuou, tenshi no tamago, tatami galaxy, ping pong the animation, sakamichi no apolon, uchuu kyoudai e sei lá mais o que kkk ano bom demais

    • Como foi a pós-depressão com o final de Katanagatari e Sakamichi?

      • Cxc

        Eu fiquei foi feliz com os bad endings, a satisfação com a obra superou a tristeza

        • Depressão com o final de Katanagatari e Sakamichi foi justamente por eles serem FINAIS kk

  • Se comparado com os anos anteriores, vi bem menos animes. Não consegui pegar muitos fora os da temporada. Vi:
    – Kuroshitsuji: Book of Murder
    – Owarimonogatari
    – Kara no Kyoukai 7: Satsujin Kousatsu
    – Kara no Kyoukai: Shuushou
    – Ookami-san to Shichinin no Nakama-tachi
    – FLCL
    – Hoshi no Koe
    – Petshop of Horrors
    – Katanagatari
    – Tonari no Kaibutsu-kun
    – Dareka no Manazashi
    – Kokoro ga Sakebitagatterunda.
    – Doukyuusei
    – Kuragehime
    – Piano no Mori
    – Natsuyuki Rendezvous
    – Bakemono no Ko
    – Otaku no Video
    – Natsume Yuujinchou San
    – Natsume Yuujinchou Shi
    – High☆Speed!: Free! Starting Days
    – Starmyu

    Tive uma ajuda do mal graph para lembrar todos.

    • Acho bom a senhora em explicar como consegue assistir tanta coisa com faculdade pra administrar. Tô pensando em começar a série de filmes do Kara no Kyoukai…

      • Esses foram os que eu assisti fora da temporada, ou seja, vi nas férias ou em um feriado prolongado. Mas esse ano dei uma boooa reduzida nos animes da temporada, porque já vi que esse semestre vai ser puxado :/

      • Kara no Kyoukai, no geral é bom. Tem uns filmes muito bons, outros nem tanto…visualmente é lindo e amo a trilha sonora <3

  • Aliás, super apoio um Papo Anime de Wolf’s Rain.